Poema "Prelúdio"


            Prelúdio

Da janela, eu vejo, ao longe
nuvens densas, assustadoras.
De um tom cinza-fúnebre,
lembram bombas avassaladoras.

Reflexo da dor que me assola,
ou sinal do fim dos tempos.
Logo a cinza cobrirá meu corpo,
trazida pela força dos ventos.

Cansado, eu olho para o alto,
o dia não consegue amanhecer.
Sozinha, uma estrela tenta resistir,
brilha ofuscada antes de falecer.

Lágrimas caem dos meus olhos,
rolam tristes pela minha face.
A estrela treme lá no céu,
que bom se ela desabasse.

Um terrível frio se apodera de mim,
tento em vão me aquecer.
Então percebo, você não está aqui,
me esqueci de te esquecer.




14.10.2004

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